20/01/2012 - Pesquisa feita no Brasil revela que usuárias às vezes até deixam de usar os óculos.

Mulheres usuárias de óculos de grau têm dificuldades em encarar seus modelos como acessórios de moda e estilo. E afirmam que preferem, muitas vezes, não usar o modelo mesmo sabendo que podem prejudicar sua visão. O resultado está na pesquisa Ibope Lentes Transitions divulgada ontem em São Paulo.

A pesquisa ouviu 284 mulheres usuárias de óculos, em cinco regiões metropolitanas brasileiras, de 18 a 64 anos. Para 66% das entrevistadas, os óculos de grau não são um acessório estiloso.Outras 32% afirmaram que já deixaram de usar seus óculos em alguma ocasião, mesmo sabendo que prejudicariam a sua visão.

– Elas não estão informadas sobre como usar os óculos a seu favor – lembra o esteta óptico Miguel Giannini. – A dificuldade em combinar é grande para as mulheres – diz o profissional, responsável pelas escolhas de personalidades como da ex-ministra Dilma Rousseff, da ex-prefeita Marta Suplicy e da apresentadora Ana Maria Braga.

– As mulheres sempre tiveram mais dificuldades em admitir o uso dos óculos, mesmo sofrendo mais com os erros de refração – explica o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto.
Segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), 50% da população em geral têm vício de refração, mas com predominância de cerca de 20% maior em mulheres, seja para miopia, hipermetropia ou astigmatismo.

fonte:clicrbs

 
   
 

20/01/2012 - Perigo dos óculos de sol falsos

Pesquisa realizada pela Abióptica – Associação Brasileira da Indústria Óptica, com dados oficias da Receita Federal, apontam que 90% dos óculos apreendidos em 2009 e 2010 são os chamados óculos solares, em um total de 10.420.006 de unidades.

De acordo com Bento Alcoforado, presidente da Abióptica, a associação, em parceria com diversos órgãos de controle e repressão trabalha forte para coibir a pirataria de óculos no Brasil. “O fator que mais preocupa nessas apreensões, além da falsificação e a tentativa de burlar o pagamento de impostos, são os riscos que estes produtos podem trazer à saúde de quem os usa”, comenta, esclarecendo que aproximadamente 35 milhões de óculos pirateados foram apreendidos no País desde 2005 e, destes, apenas 0,26% foram leiloadas por apresentarem qualidade satisfatória para serem recolocadas no mercado.

Os óculos de sol são o segundo produto mais pirateado no País, fato que se agrava ainda mais por estarmos no início do verão. O Dr. Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier e conselheiro médico da Abióptica explica que o uso de óculos piratas pode causar muito mais problemas à visão do que permanecer com os olhos nus. “Por apresentarem apenas coloração escura nas lentes em função de uma tintura preta ou marrom, e por não passarem por nenhum processo de qualidade e proteção, nossa pupila estará naturalmente mais dilatada e, portanto, mais exposta diretamente aos raios nocivos à saúde ocular”, explica. “Isso aumenta significativamente a possibilidade do surgimento de doenças, das mais simples, como a catarata, podendo levar até mesmo à cegueira”.

O problema, portanto, vai muito além da sonegação de impostos. Trata-se mesmo de uma questão de saúde pública. A fiscalização incisiva da Receita Federal e a divulgação excessiva de campanhas de orientação aos consumidores são necessárias para a conscientização dos consumidores que ainda incentivam o comércio ilegal e indiscriminado de solares no Brasil.

Tudo isso se agrava ainda mais porque os óculos atualmente não são mais vistos pelos consumidores apenas como um equipamento voltado à saúde, mas, sim, como sinal de status, como elemento de moda e comportamento. “Nosso desafio é passar essa informação claramente aos usuários, que devem exigir, juntamente com seu padrão estético de preferência, também um padrão de qualidade na hora de adquirir um óculos solar”, finaliza Bento Alcoforado.

fonte: abiotica.

 

   
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